ABES/DF em parceria com Sindagua realiza oficina no FAMA
publicado em 19/03/2018 - 15:03

 

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES/DF em parceria com o SINDAGUA realizou neste domingo (18) a oficina de trabalho “Desigualdade e Violação do Direito Humano no Abastecimento e no Racionamento de Água em Brasília, o debate ocorreu durante o Fórum Alternativo Mundial da Água - FAMA, às 14:30, na UnB.

 

A mesa foi composta pelo presidente da ABES/DF, João Marcos Paes de Almeida, pela representante do Sindagua, Maria Goreth Nóbrega, pelo Prof. Doutor de Engenharia Civil da UnB, Sergio Koide, pelo Diretor do Sindagua, Horácio Morais, pela estudante da UFMG, Clarissa de Castro, pela representante do Movimento popular de Ceilândia, Maria Madalena e pela representante do Nossa Brasília, Layse Ennes.

 

A primeira apresentação foi realizada pelo Prof. Sérgio Koide, que frisou sobre o abastecimento urbano de água no DF: um breve histórico, da criação de Brasília à crise hídrica. “O preço da conta de água para a população mais pobre é bastante importante, e ela já consumia uma quantidade menor de água mesmo antes da crise. O consumo, historicamente, sempre foi maior nas áreas mais nobres, o governo deveria investir em um modelo mais eficiente de escalonamento da cobrança do que o atual, taxando mais os maiores consumidores. O professor criticou também a falta de efetividade da Lei Distrital nº 3.557, de 2005, que tornou obrigatória a instalação de hidrômetros individuais em todas as edificações já construídas na capital, mas que ainda não é cumprida por pelo menos metade dos condomínios do DF”, declarou.

 

Em seguida a estudante da UFMG, Clarissa de Castro apresentou sobre o acesso à água para consumo humano do Programa Nacional do Saneamento Rural. “O direito básico ao saneamento é garantido na constituição para todos. Porém, até quando a população que mora em uma área não regularizada vai ter saúde garantida sem comprometer a coletividade? A discursão sobre racionamento de água em Brasília é de certo modo recente, entretanto as pessoas que moram na zona rural vêm sofrendo a bastante tempo com o racionamento de água”, afirmou.  

 

O diretor do Sindagua, Horário Morais falou sobre as lutas e vivencias que o Sindicato enfrenta em relação a população que mora na zona rural e os anseios dessas pessoas pelo acesso a água. “O saneamento rural é uma questão de saúde pública, quando se discute sobre saneamento rural, sobre a captação de tratamento de esgoto rural, e isso é questionado para Entes como a Caesb, o que temos como retorno é sempre que o custo é muito alto para que seja investido no saneamento rural. Essa realidade precisa mudar, as pessoas da zona rural também necessitam do acesso a água tratada de qualidade”, esclareceu.

 

 

 

 

 

 

A representante do Movimento Popular da Ceilândia, Maria Madalena frisou sobre dificuldades que a cidade enfrenta diariamente, além dos problemas da água. “ O movimento Mopocem é um coletivo criado em 2010 e integra pessoas de vários movimentos sociais de Ceilândia. Vem desde sua criação organizando debates, seminários, formação política e atos públicos, objetivando tornar a Ceilândia uma cidade mais autônoma na superação de seus problemas sociais”, afirmou.

 

Layse Ennes, representante do Nossa Brasília distribuiu livretos para os participantes em que mostram o Mapa das Desigualdades em 2016 no DF e Entorno. “O maior proposito da produção do Mapa foi apresentar a sociedade uma ferramenta para que possam usar como justificativa nas discussões de política pública”, esclareceu.

 

A oficina contou com a participação de técnicos e gestores da área, estudantes e sociedade civil. Após a rodada de perguntas aberta ao público o presidente da ABES/DF agradeceu a participação de todos e encerrou o evento.

 

 

O FAMA

 

O  Fórum Alternativo Mundial da Água –  FAMA 2018 –  acontecerá entre os dias 17 e 22 de março de 2018, em Brasília – DF. Nos dias 17, 18 e 19 as atividades acontecerão na UnB – Universidade de Brasília – e entre os dias 20 e 22 serão realizadas atividades descentralizadas.

 

É um evento internacional, democrático e que pretende reunir mundialmente organizações e movimentos sociais que lutam em defesa da água como direito elementar à vida.

 

Este  Fórum pretende unificar a luta contra a tentativa das grandes corporações em transformar a água em uma mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais de água. tentando transformar este direito em um recurso inalcançável  para  muitas populações, que, com isso, sofrem exclusão social, pobreza e se vêm envolvidas em conflitos e guerras de todo o tipo.

 

Várias entidades brasileiras e internacionais se reuniram e decidiram impulsionar este evento, como continuidade de Fóruns Alternativos anteriores, como os realizados em Daegu, na  Coreia do Sul, e em Marselha, na França.

 

Este  Fórum  se  contrapõe ao  autodenominado “Fórum Mundial da Água” que é um encontro promovido pelos grandes grupos econômicos que defendem a privatização das fontes naturais e dos serviços públicos de água.

 

Como  já foi  afirmado  em encontros anteriores o ‘8o Fórum Mundial da Água’ é ilegítimo. É uma feira de negócios que visa promover um mercado que dá acesso às multinacionais do setor de água e do saneamento. A portas fechadas, este evento permite que as grandes empresas tenham acesso privilegiado às decisões dos governos e bloqueiam, a base de corruptelas e subornos, o avanço de políticas públicas globais que resolvam a crise de acesso à água.

 

Para os organizadores do  “Fórum Alternativo – FAMA2018”,  as políticas públicas de água devem ser debatidas democraticamente com as populações e, em particular, com as comunidades afetadas.

 

No FAMA 2018 serão debatidos os temas centrais de defesa pública e controle social das fontes de  água, o acesso democrático à água, a luta contra as privatizações dos mananciais, as barragens e em defesa dos povos atingidos, serviços  públicos de água e saneamento e as políticas  públicas necessárias para o controle social do uso da água e preservação ambiental, que garanta o ciclo natural da água em todo o planeta.

 

As discussões resultarão em um documento final, na forma de um manifesto, que a organização pretende entregar ao GDF e a entidades nacionais e internacionais.

 

 

 

Confira as apresentações do debate aqui.

 

 

 

 

 

Fonte: Fama

Assessoria de Comunicação ABES DF

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