ABES/DF promove encontro para debater o saneamento básico no DF
publicado em 28/03/2019 - 11:03

Para marcar o Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental do Distrito Federal (ABES/DF) realizou, nesta terça-feira (26), oficina de trabalho - Excluídos do Saneamento Básico no DF.
 
O encontro foi aberto ao público e contou com a presença da sociedade civil, estudantes, técnicos e gestores da área. Durante o evento, realizado no auditório do SLU, foram discutidas algumas carências de serviços básicos no DF.

 

Temas como o acesso a água e esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana foram apresentados por especialistas e debatidos pelos presentes.

 

“A ideia do tema surgiu numa conversa onde questionamos quem seriam os excluídos no saneamento no DF. Após ponderações, resolvemos organizar essa oficina de trabalho e chamar os colegas para o debate”, disse o presidente da ABES/DF, João Marcos Paes de Almeida.

Durante a abertura da oficina, a engenheira civil e conselheira fiscal da ABES/DF, Raquel Brostel, apresentou os dados sobre o sistema de abastecimento de água e de esgotamento sanitário do DF. Conforme o Plano Distrital do Saneamento Básico - PDSB, somente 84,5% da população do DF possui sistema eficiente de coleta de esgoto. E impressionou os participantes com dados de que não há atendimento de esgotamento sanitário nas áreas rurais do DF pela CAESB e que em geral, são adotadas soluções individuais por meio de fossas sépticas, negras ou lançamentos direto em córregos.

 

A sanitarista e diretora da ABES/DF, Heliana Kátia Campos, expos dados sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil e a realidade do DF e sobre o atendimento à população no que diz respeito à coleta convencional, seletiva, limpeza urbana, e a destinação final desses resíduos.

 

 

 

A apresentação do secretário executivo da ABES/DF, Marcos Helano Montenegro, foi sobre drenagem urbana e o manejo das águas pluviais no DF. A discussão foi em torno dos problemas atuais e as necessidades de evolução, principalmente quanto ao controle dos alagamentos nas áreas urbanas, a poluição das águas superficiais do DF pelo lançamento clandestino de esgotos nas redes de drenagem; as causas do assoreamento dos cursos d’águas, em especial do Lago Paranoá e sobre a ocupação e parcelamento irregular do solo. E concluiu apresentando os Planos: Diretor de Drenagem Urbana e o de Saneamento Básico do DF e enfatizando as perspectivas e prioridades para mudança.

 

 “Temos poucos debates públicos sobre a organização do serviço de drenagem. Ainda existe falta de compreensão sobre o assunto, precisamos progredir, pois há necessidade de o serviço ser de maior qualidade”, disse.

 

O gestor acrescentou que o assunto tem que avançar para além das questões dos alagamentos. “A engenharia tradicional ainda pensa na drenagem como apenas um acessório do sistema viário. A drenagem é mais que isso”, defendeu Montenegro.

 

O vice-diretor do Instituto de Ciências Humanas da Universidade de Brasília (UnB), Perci Coelho de Souza, analisou como esse tipo de oficina ajuda na integração de áreas diferentes. “Essa interlocução de setores diferentes precisa ser estimulada para cada vez mais romper com as caixinhas de políticas públicas fechadas”, afirmou.

 

Perci avalia que as discussões precisam avançar, inclusive, para áreas fora do saneamento, mas que tenham interface com o setor, como saúde e educação.

 

“Essas áreas têm muito que contribuir nessa discussão. Se você quer debater o acesso aos serviços você precisa ter uma visão mais global das políticas”, destacou o professor. Enfatizou a importância da definição da política de Saneamento e modelos de atendimento à população  com base nos direitos humanos e sociais, lembrando as lutas contínuas do Forum Alternativo Mundial da Água (FAMA) realizado em 2018. 

 

O consultor em Saneamento José Boaventura Teixeira  foi o último palestrante a se pronunciar. Abordou as atuais lutas dos excluídos dos serviços urbanos e rurais por melhores  condições de vida. Resssaltou também a importância de que uma iniciativa importante, como esse Encontro promovido pela ABES DF, construa linhas de açôes objetivas  para a redução do número de excluídos dos serviços de saneamento básico no DF e região.

 

A oficina de trabalho contou com a parceria do Serviço de Limpeza Urbana - SLU e apoio do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS) e da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA).

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação ABES DF

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