Brasília ganha primeiro coletor de lixo eletrônico
publicado em 21/07/2014

Como resultado de paceria com o Instituto Gea-Ética e Meio Ambiente, a  Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Distrito Federal (APCEF-DF) passou a receber desde o último sábado, 19 de julho, equipamentos eletrônicos que já não estão sendo usados por seus donos – como computadores ultrapassados, teclados, mouses, impressoras, baterias e celulares, por exemplo.  O material será repassado à Central de Reciclagem do Varjão (CRV), onde catadores treinados farão a desmontagem dos equipamentos visando a uma posterior comercialização das peças. Não serão aceitas pilhas e baterias, televisores e monitores tipo tubo. Esta é a primeira instalação de coletor de resíduos eletrônicos em Brasília. A iniciativa tem o apoio do Fundo Socioambiental CAIXA.

 

A superintendente nacional de operações logísticas e contratação da Caixa Econômica Federal, Sandra Sartori Schultz, convocou os associados da APCEF e seus familiares a levarem os eletrônicos que têm em casa e que não estão sendo usados para o coletor de resíduos. Será feita ampla divulgação junto aos filiados da APCEF.

 

A cooperativa de reciclagem fará a coleta periódica dos produtos, desmontando-os e comercializando as peças. A superintendente informou que os catadores foram treinados para fazer a separação deste lixo eletrônico. "É a primeira ação deste tipo fora da CAIXA. A APCEF de São Paulo e a de Salvador poderão ser as próximas a receber coletores de eletrônicos", informou Sandra Schultz. "Não haverá limite para nossa capacidade de recebimento destes equipamentos", garantiu.

 

A presidente da cooperativa do Varjão, Ana Carla Borges Rodrigues, disse que a APCEF escolheu a cooperativa por sua proximidade ao clube. Segundo ela a parceria com a CAIXA será movida graças ao trabalho de 18 mulheres recicladoras. Na primeira remessa dos equipamentos enviados pela CAIXA, as catadoras tiveram ganhos de R$ 6 mil. "As mulheres gostam de mexer com estes equipamentos, são muito esforçadas, têm mais capricho, tiram parafuso por parafuso, gostam de mexer com a chave de fenda", afirma. Conforme Ana Carla, a renda das recicladoras melhorou porque com os resíduos sólidos rendiam um salário apenas. Agora estão recebendo uma renda maior.

 

Destinação

De acordo com informações da Gerência Nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Gersa), todos os componentes do material descartado são vendidos a empresas certificadas. São adotadas medidas que garantem a rastreabilidade e destinação final adequada. Estes resíduos precisam ser trabalhados corretamente, porque podem ser perigosos, mas têm alto valor agregado. Como exemplo de material considerado perigoso, estão algumas placas, confeccionadas com produtos que possam contaminar o meio ambiente. A reciclagem dos eletrônicos não implica no abandono da coleta e triagem dos demais recicláveis (metais, plásticos, vidro e papel/papelão) por parte das cooperativas.

 

A gerente executiva da Gersa da CAIXA, Laura Macedo, informou que já existe um coletor de resíduos eletrônicos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ela informou que, a partir do coletor, a  a CAIXA já doou 12.866 equipamentos às cooperativas de catadores de lixo, o que resultou em renda de R$ 61.827,29. Para a CAIXA, disse ela, a iniciativa permitiu vários ganhos. Um deles foi o encaminhamento dos produtos ultrapassados, tirando-os dos depósitos, reduzindo custos e aumentando a capacidade de armazenagem. Por meio dessa estratégia, o banco tem conseguido também inserir socialmente as cooperativas de catadores, com ganho social e ambiental muito elevado.

 

O presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no DF, Marcos Montenegro, informou que deverão ser colocados em consulta pública os procedimentos da coleta inteligente, para as embalagens em geral, que correspondem a 25 a 30% do lixo.

 

 

A diretora executiva do Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente, Araci Musolino, disse que a iniciativa da Associação do Pessoal da CAIXA deve servir de exemplo a outras empresas.  "Os catadores têm toda a competência e responsabilidade para tratar os resíduos de forma ambientalmente sustentável. Eles foram capacitados pela USP e pelo GEA. A cooperativa recebeu ferramentas para fazer o manuseio correto dos eletrônicos", informou.O Instituto GEA é uma organização cuja finalidade principal é desenvolver a cidadania e educação ambiental, além de assessorar a população a implantar programas de coleta seletiva de lixo e reciclagem.

 

 

Fonte: caixa.gov.br

 

 

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