CAIXA só dá crédito a empresa com preocupação ambiental
publicado em 29/05/2014

O gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da Caixa Econômica Federal, Jean Benevides, afirmou, nesta quarta-feira, 28, que, por ser um banco preocupado com a sustentabilidade, a CAIXA não financia empresas que não se preocupam com o meio ambiente. No último dia de debates e apresentações do 13º Encontro Verde das Américas, Benevides afirmou que o exemplo de sustentabilidade vem de dentro do próprio banco.

“A CAIXA tem mais de 100 mil funcionários. Por isso, temos uma política intensa para eles entenderem o papel da sustentabilidade em uma empresa. Isso faz parte do planejamento estratégico da CAIXA”, explica.

Segundo Jean Benevides, a preocupação com a sustentabilidade está presente na construção das unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, no qual a CAIXA atua como financiadora. Disse, por exemplo, que uma empresa que pretenda fornecer insumos para a implantação de conjuntos habitacionais deve ter um certificado atestando que o material não é proveniente de desmatamento ou que não polui o meio ambiente com resíduos tóxicos.

Informou também que, por determinação de resolução do Banco Central, até fevereiro de 2015 todos os bancos brasileiros devem colaborar com a politica socioambiental. "A sustentabilidade tem que fazer parte de todos os bancos até fevereiro de 2015”, conta o gerente.

Jean Benevides fez um relato, em sua apresentação, de todos os pontos de atuação da CAIXA que colaboram com a sustentabilidade. Entre os programas, informou que já foram implantados 208.880 aquecedores solares em unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. Citou um caso específico na Bahia, onde os moradores foram capacitados para utilizar a energia fotovoltaica para consumo próprio e geração de renda. Dentro da empresa, uma parceria com o Instituto GEA capacita catadores para lixo para aprender a separar o lixo eletrônico da CAIXA e outras empresas.

Coleta Seletiva
Durante o evento, o subsecretário de Políticas e Resíduos Sólidos do Distrito Federal, Paulo Celso dos Reis Gomes, informou que a proposta do Governo do Distrito Federal é reequipar o DF e municípios para que possam atender aos princípios da politica nacional de resíduos sólidos, definida pela  Lei 12.305, de 2010. “O Distrito Federal precisa potencializar a redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos. Além disso, o mais importante é fechar o lixão irregular na Estrutural (DF)”, disse.

Segundo ele, muitos resíduos sólidos podem ser reaproveitados.  Disse que cerca de 80% dos resíduos da construção civil podem ser reciclados e transformados em cascalho sustentável. No distrito Federal, informou ele, 35% do lixo coletado são classificados como “seco”. O restante, disse, é considerada a parte orgânica que pode entrar em processo de compostagem e virar adubo.

“O brasileiro produz cerca de 1,1 quilo de lixo por habitante. A tendência é chegar a 1,7 quilo por dia até 2017”, acrescentou o subsecretário. Na sua avaliação, o o ideal no Distrito Federal é ter quatro aterros sanitários. Ele informou que um desses aterros já está em fase de construção em Samambaia (DF).

Fonte: Caixa.gov.br.

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