Lixo: essa é a hora de repensar o assunto
publicado em 05/06/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O lixo doméstico que produzimos diariamente é a imagem mais contundente da necessidade de reavaliarmos nossa relação com o meio ambiente.
 
Cada cidadão brasileiro produz, em média, 1 kg de resíduos domésticos todos os dias, provenientes, basicamente, dos restos daquilo que consumimos. O Distrito Federal, por exemplo, precisa manter uma complexa e dispendiosa operação logística para fazer a gestão diária de cerca de 3 mil toneladas de resíduos.
 
O aterramento desse material gera cerca de 600 mil litros diários de chorume, além do desperdício de material reciclável. No DF, o índice de aproveitamento dos resíduos alcança 11,94%, somando-se os resíduos recicláveis secos triados pelas 22 cooperativas contratadas pelo SLU com a produção de composto orgânico nas usinas de tratamento. Situação que contribui para posicionar Brasília entre as cinco melhores cidades brasileiras em saneamento no ranking 2020 da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária. Mas precisamos e vamos avançar no reaproveitamento.
 
Os caminhos óbvios para avançar neste modelo exige investimentos, adoção de novas tecnologias, participação social e envolvimento empresarial. E esta é a direção que estamos seguindo para continuar avançando. Inúmeras iniciativas inspiradoras já acontecem no DF, como o Instituto Ecozinha, que reúne restaurantes para fazer a gestão dos resíduos que geram, e o Movimento Comunitário do Jardim Botânico, disposto a alcançar a certificação Lixo Zero, reconhecimento já obtido pela Quadra 113 Sul, no Plano Piloto.
 
Por orientação do governador Ibaneis Rocha, o SLU e outros órgãos do governo estão empenhados em buscar alternativas para o tratamento em larga escala dos resíduos orgânicos, transformando esse enorme problema em solução, contribuindo para gerar emprego e renda, além de preservar o meio ambiente.  Estudos nessa direção estão sendo feitos com consultoria da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).
 
O mundo melhor que desejamos começa no consumo consciente, passa pelo descarte correto e se consolida na forma como destinamos um luxo que chamamos de lixo.
 
*Artigo originalmente publicado no Jornal de Brasília.

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