Lixo tratado poderia elevar PIB em US$ 35 bi
publicado em 24/06/2014

O Brasil poderia economizar até 1% da demanda elétrica do país e aumentar em US$ 35 bilhões o seu PIB (Produto Interno Bruto) se aplicasse políticas mais inteligentes no uso e na reciclagem de seu lixo.

 

É o que diz um estudo divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Mundial em conjunto com a fundação ambiental ClimateWork.

Se os 42% dos detritos sólidos hoje no Brasil lançados em lixões a céu aberto fossem colocados em aterros sanitários, com aproveitamento do biogás e compostagem do lixo orgânico, as vantagens econômicas também produziriam até 110 mil empregos nos próximos 18 anos.

 

O tratamento integrado do lixo é uma das "políticas inteligentes" estimuladas pelo Banco Mundial no estudo. Atualmente, segundo a publicação, 58% do lixo no Brasil vai para aterros sanitários.

 

INVESTIMENTOS

 

Esses programas exigiriam investimentos de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões por ano até 2030. Sem a separação do lixo feita nas próprias residências, o projeto seria "economicamente inviável".

O texto do estudo ainda diz que o lixo incinerado sem controle da poluição do ar cria gases tóxicos e o descarte impróprio polui rios e oceanos, "ameaçando ecossistemas, pesca e turismo".

 

FOCO NOS EMERGENTES

 

O estudo chamado "Aumentando os Benefícios" é considerado preparatório para a Cúpula do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas) que será realizada em setembro em Nova York.

Os "estudos de caso" destacados são todos focados em países em desenvolvimento, como Brasil, México, China e Índia, ainda que a emissão de carbono per capita seja muito mais alta nos países ricos.

 

O relatório diz que "políticas governamentais que melhoram a eficiência energética, gestão do lixo e políticas de transporte público" poderiam aumentar a economia global em US$ 1,8 trilhão, o equivalente a 75% do PIB do Brasil.

Outros estudos apresentados falam do impacto que corredores de ônibus teriam na Índia, o uso de energia solar no México e o uso de fogões "limpos" na China.

 

Fonte: Folha de São Paulo.

 

 

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