Longe do plantio sustentável
publicado em 11/07/2014

Ferramenta de estímulo à agricultura limpa, por meio da adoção de técnicas que minimizem a emissão de carbono na atmosfera, o Plano ABC vem sendo subutilizado neste ano. Estudo do Observatório ABC, formado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que 53% dos R$ 4,5 bilhões da linha de linha de financiamento do programa foi tomado até 30 de abril para financiar a safra deste ano. A explicação para a relativa baixa adesão de médios produtores rurais é a falta de conhecimento sobre o programa e no apoio técnico ainda escasso. De acordo com levantamento do próprio Ministério da Agricultura (Mapa), apenas 39%dos produtores rurais têm conhecimento sobre o Plano ABC. A pasta reconhece a necessidade de ampliar os canais de divulgação.

 

"Em pesquisa realizada durante o Rally da Pecuária/ABC, feito em parceria com a consultoria Agroconsult em 160 municípios de nove estados do país, constatamos que 39% dos entrevistados da amostra conhecem o crédito. Com certeza vamos aumentar a qualificação e divulgação do programa. Os bancos precisam entrar fortes nessa tarefa também", afirma o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do ministério, Caio Rocha. Mas, segundo os pesquisadores da FGV, é preciso mais do que dinheiro para que a agricultura limpa se torne uma realidade efetiva no país. "O montante disponível para a linha de crédito vem crescendo a cada safra, o que demonstra um desejo do governo de incentivar finalidades de redução das emissões de carbono.

 

No entanto, o ABC requer uma mudança cultural do agricultor e um esforço maior. É preciso apresentar um projeto técnico georreferenciado", afirma Annelise Vendramini, gestora de projetos do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV. O projeto técnico deve ser assinado por profissional habilitado, bem como ter comprovantes de análises de solo e da recomendação agronômica, com o teor de matéria orgânica do solo. Poucos avanços e sem metas cumpridas Segundo os pesquisadores do Observatório ABC, o treinamento de técnicos e produtores rurais, que consta no programa, pouco avançou. Enquanto a meta, especificada em texto oficial do plano, estabelece o treinamento de 19.440 técnicos e 935 mil produtores rurais até 2020, segundo os pesquisadores, dados do Ministério da Agricultura de 2011 a 2013 revelariam que teriam sido capacitados 19.551 pessoas, sendo apenas 30%de produtores rurais. "Nos estados do Sudeste a assistência avançou mais e, por isso, eles acessam mais o crédito", diz Annelise.

Matopiba tem atenção especial do governo

 

O Ministério da Agricultura tem interesse em expandir a adesão do Plano ABC, especialmente, para a chamada nova fronteira agrícola do país: o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Segundo Caio Rocha, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, a pasta deve lançar, em breve, edital no valor de R$ 40 milhões para a escolha de entidade que vai dar assistência técnica aos proprietário rurais. "Para o Pará, já assinamos um contrato de assistência técnica com empresa pública no valor de R$ 7 milhões", afirma Rocha.

 

 

Fonte: Brasil Econômico.

 

 

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