Morre Carlos Lessa
publicado em 05/06/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Carlos Lessa da primeira vez que dirigiu o BNDES foi a um congresso da ABES não me lembro se no Rio ou em SP e deu um baita pito no(a)s engenheiro(a)s sanitaristas.

 

 Disse em alto e bom tom que tinha gente ganhando a vida escarafunchando os lixões do Brasil e que nós conhecíamos esta realidade e não entendia porque não enfrentávamos o problema e porque não fazíamos uma denúncia desta terrível situação.


 Daí ele criou no BNDES um programa para financiar às prefeituras brasileiras as usinas de reciclagem e compostagem para fechar os lixões e dar condições dignas de trabalho aos catadores. Foram dezenas delas, talvez centenas, financiadas na década de 1980.


 Mas os resíduos ali chegavam sem seleção prévia, não havia profissionais nos municípios para acompanhar os serviços, nem remuneração aos catadores e assim, várias, várias, talvez todas tiveram um triste fim. Acabaram, pela ação do vento, que levou alguns telhados, e de outros aspectos que todos do setor de saneamento conhecemos muito bem.


 Hoje este economista meio doidão, que tinha um projeto para o Brasil, um amor pelo nosso povo, um olhar para o social, foi levado por um insignificante mais poderoso inimigo, o coronavirus.


 Salve o Carlos Lessa que se importou com a vida de quem ele nem conhecia. Vá brilhar no alto e trazer muita esperança para alcançarmos seu sonho e fecharmos os lixões do nosso País dando o que você desejou, condições dignas de trabalho aos catadores.

 

ABES-DF.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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