Obras do Aterro Sanitário Oeste são retomadas
publicado em 31/08/2015 - 10:28

Caminhões, escavadeiras, tratores voltaram a fazer parte da rotina da área destinada ao aterro. Paralisadas desde 2014, as obras de construção foram retomadas no mês de agosto e devem ser concluídas até meados de 2016.

 

Além de trazer mais segurança ao meio ambiente e à população, a entrada em operação do aterro é necessária para o fechamento do Lixão da Estrutural, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2010).

 

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informa que o custo da obra é de R$ 82,7 milhões, e inclui a operação por cinco anos das células de aterramento do lixo orgânico. O governo Rodrigo Rollembnerg e a diretora-geral do SLU Kaia Campos (foto) estiverem hoje sexta-feira (28/8) no local onde as obras estão sendo executadas.

 

A pavimentação das vias internas e a colocação de meios-fios foram retomadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável também pela rede de drenagem pluvial e pela lagoa de contenção de água pluvial que integram o aterro. Outros contratos serão assinados nos próximos meses para financiar a pavimentação das vias de ligação do aterro à Rodovia DF-180, a construção das edificações administrativas e a implantação do sistema de tratamento do chorume (líquido produzido pela matéria orgânica em decomposição), que vai ser coletado e bombeado para a Estação de Tratamento de Esgoto Melchior, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), vizinha do aterro.

 

Vida útil - O Aterro Sanitário Oeste terá 76 hectares, em uma área rural entre Samambaia e Ceilândia, com previsão de vida útil de pelo menos 13 anos e capacidade para receber 8,13 milhões de toneladas de rejeitos.

 

Segundo a diretora-geral do SLU, Kátia Campos, o aumento do tempo de uso do espaço está condicionado ao aprimoramento da reciclagem de resíduos sólidos e da compostagem de orgânicos — o que diminui a quantidade de material que chega ao aterro —, mas também à redução dos rejeitos produzidos pela sociedade. Um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, com a participação de diversas áreas do governo, inclusive o SLU, discute mecanismos para promover a conscientização e a educação ambiental sobre o tema.

 

Prioridade – O governador Rodrigo Rollemberg reforçou o desejo de ativar o Aterro Sanitário em primeiro lugar para, em seguida, fechar o Lixão em 2016. "Temos convicção de que no ano que vem estaremos em uma nova era no tratamento dos resíduos sólidos", disse o governador durante a assinatura de um acordo de cooperação técnica na área de resíduos hídricos, nesta quarta-feira, dia 26/8.

 

Um Grupo de Trabalho criado pelo governador do DF está encarregado de elaborar e executar um plano de intervenção para extinguir o Lixão como depósito de lixo domiciliar e prática de trabalho infantil no local.

 

Uma das ideias é deixar a região do Lixão apenas para o lixo da construção civil. Lá, com os rejeitos triturados, poderá ser instalada uma fábrica de meios-fios e material para a compactação do solo nas rodovias e avenidas no DF que receberão asfalto.

 

“A proposta é implementar um aterro sanitário e colaborar para a melhoria das condições de vida dos catadores de material reciclável, implantando os centros de triagem, a coleta seletiva e desativando o Lixão”, afirmou Rollemberg. “Brasília, como capital da República, tem obrigação de ser referência nacional na política de resíduos sólidos”, disse o governador.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil, serão os financiadores dos projetos.

 

A reforma de duas centrais de triagem no Setor de Indústria e Abastecimento e de uma terceira no Setor de Garagens Oficiais Norte é prioridade para o Serviço de Limpeza Urbana, avalia Kátia Campos: “Dessa forma, poderemos multiplicar o número de catadores, retirá-los do Lixão e colocá-los em espaços adequados do ponto de vista técnico, ergonômico e ambiental.”

 

Outra iniciativa será a retomada das obras de construção das centrais de triagem da Usina de Tratamento de Lixo do Setor P Sul, em Ceilândia. Um terreno de 80 mil metros quadrados, próximo à Cidade do Automóvel, e uma área na avenida L 4 Sul, próximo ao Departamento de Limpeza do SLU, abrigarão mais dois locais de separação de resíduos. “Assim, teremos seis unidades próximas ao Lixão capazes de atender ao contingente de catadores que hoje trabalha de forma irregular”, acrescenta Kátia Campos.

 

Para o presidente da Central de Cooperativas do Distrito Federal, Rônei Alves, a iniciativa do governo atende às expectativas da categoria: “Ao longo de mais de 20 anos, os catadores vêm sofrendo todo tipo de mazelas, e nós nos sentimos privilegiados em fazer parte de uma reunião para resolver o problema de mais de quatro mil famílias.”

 

 

 

 

 

Reportagem: Jornal do Romário - www.jornaldoromario.com.br

Assessoria de Comunicação ABES DF

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